Um blog sobre…

Ídolo

A escola pediu que a gente fizesse um trabalho sobre o nosso ídolo, sobre quem a gente admirasse, quem fosse um exemplo. Aí eu fiquei uns 2 dias pensando, pensei em fazer dos Beatles mas não conseguia escolher 1 só, pensei em fazer da minha avó (o que eu achei bem original) mas eu desisti porque ia ser difícil de ligar pra ela e fazer ela me contar seus 80 anos de vida, então veio na minha cabeça o Christopher Mccandless, que pouca gente conhece, mas é o cara que a vida deu origem ao filme “Into the Wild”. O jeito que ele via tudo, os caminhos que ele escolheu são muito diferentes. E é uma coisa que eu admiro, porque ele largou tudo pra ir aonde ele queria, ele tinha um objetivo e não parava até chegar. Acho isso bem bonito e mais ainda por ele ter feito como um ato de rebeldia contra a sociedade. Bom, então eu vou resumir a biografia dele aqui, porque é uma história de vida diferente:

“Christopher McCandless nasceu em 12 de fevereiro de 1968 na cidade de El Segundo, localizada no estado americano da Califórnia, no Condado de Los Angeles. Em 1976 mudou-se com a família para Annandale, Virgínia, onde cresceu e amadureceu. O seu pai, Walt McCandless, trabalhou para a NASA como um especialista em antenas. A sua mãe, Wilhelmina “Billie” Johnson, foi secretária do pai de Chris e depois ajudou Walt a fundar e dirigir uma bem sucedida empresa de consultoria.
Desde a infância os seus professores notaram que Chris era extraordinariamente enérgico, adorando esportes fisicos. Conforme cresceu, ele uniu isso a um intenso idealismo e resistência física. Na escola, ele foi o capitão da equipe de cross-country onde ele estimulava os seus companheiros a considerarem a corrida como um exercício espiritual.
Ele se graduou no W.T Woodson High School em 1986 e na Emory University em 1990, especializando-se em história e antropologia. O fato de vir da classe média alta e ter graduação universitária, escondeu um crescente desprezo interior para o que ele via como o materialismo vazio da sociedade americana. Ele sonhava em deixar a sociedade para um período thoreauniano de contemplação solitária.
Logo após acabar o curso na Universidade de Atlanta, em 1990, Christopher McCandless doou os seus 24 mil dólares que tinha no saldo bancário a instituições de caridade e desapareceu sem avisar a família. Já não era a primeira vez que Chris decidia fazer uma viagem pelos vários estados americanos, sozinho, dependendo da natureza e do que encontrava no caminho. Mas daquela vez foi diferente. A sua raiva quanto à civilização em que vivia, quanto às mentalidades e materialismos da época, foi fundamental para a sua tomada de decisão. A partir daquele dia, nunca mais regressou a casa.
Devido a um problema com o seu velho Datsun amarelo, Chris foi impelido a abandoná-lo junto ao lago Meade, em Detrital Wash, mas isso não o impediu de continuar. Encarou a situação como um sinal do destino e, abandonando junto ao carro grande parte dos seus pertences e queimando todo o dinheiro que trazia consigo – cerca de cento e vinte e três dólares –, Chris McCandless partiu a pé em direcção ao Oeste, adotando um novo estilo de vida, no qual era livre e assumia o nome de Alexander Supertramp, seguindo os ideais de Henry David Thoreau, Leon Tolstói e Jack London, em busca de experiências novas e enriquecedoras.
Foi à boleia que chegou a Fairbanks, no Alasca, fazendo amigos e conhecendo lugares magníficos pelo caminho. Entre as suas aventuras destacam-se uma descida do rio Colorado em canoa. Walt e Billie McCandless, pais de Chris, ainda tentaram encontrá-lo, mas em vão. Apenas a sua irmã Carine recebia uma carta de vez em quando, e mesmo ela não sabia a sua localização. Os anos foram passando, e Chris continuava sozinho, algures na América, passando por Carthage, Bullhead City, Las Vegas, Orick, Salton City, entre outros, até chegar finalmente ao destino pretendido: o Stampede Trail. Conheceu Jan e Bob Burres, Wayne Westerberg, Ronald Franz (nome fictício), que se tornaram seus amigos inseparáveis a quem se ia correspondendo por cartas; permaneceu em alguns sítios durante meses, mas partia de seguida para outras aventuras.
Por onde passou, Chris alterou as vidas das pessoas que o conheceram. A sua personalidade forte, muito inteligente e simpática deu uma nova vitalidade a Jan, Franz e Westerberg. Raramente falava de Annandale e de casa, e eram muitas as vezes em que era reservado e ponderado. Mas o rapaz de vinte e quatro anos, que todos conheceram como Alex, cumpriu o seu destino e partiu de Fairbanks em direcção ao Monte McKinley, dois anos depois de ter iniciado a sua viagem.
Gallien deu carona a Chris até ao Parque Nacional Denali, através do Stampede Trail, um caminho que levava ao interior do Alasca. Também ele simpatizou com o rapaz, que gentilmente lhe contou os planos de permanecer alguns meses na floresta. A única comida que levava era um saco com cinco quilos de arroz, e o seu equipamento era inadequado para quem planeava fazer o que ele se propunha. Ainda assim, o rapaz parecia determinado, e nada o podia dissuadir. Partiu assim para o desconhecido, ignorando a hora e o dia, numa quinta-feira de abril, sem deixar rastro.
Através de um diário que manteve na contracapa de vários livros, com cento e treze entradas, podemos compreender o que realmente aconteceu a Chris McCandless na sua viagem ao interior do Alasca. O seu diário contém registos cobrindo um total de 113 dias diferentes. Esses registos cobrem do eufórico até ao horrível, de acordo com a mudança de sorte de McCandless.
Alimentou-se do que trazia e de algumas bagas que colheu na natureza, tal como de alguns animais que caçou, com sucesso; leu vários livros, rabiscando-os com pensamentos próprios sobre a vida; passeou por diversos bosques, mas o local onde permaneceu mais tempo foi logo abaixo da Cordilheira Externa, onde ainda hoje se encontra um ônibus abandonado, de número 142 do Fairbanks Transit System, que serviu de residência a Chris, onde pernoitou e escrevinhou algumas frases no seu interior.
Permaneceu cerca de quatro meses nas montanhas, sobrevivendo à custa do que encontrava, totalmente sozinho, livre. Em 6 de setembro de 1992, dois trilheiros e um grupo de caçadores de alce acharam esta mensagem na porta do ônibus:
“S.O.S. Preciso de ajuda. Estou aleijado, quase morto e fraco demais para sair daqui. Estou totalmente só, não estou brincando. Pelo amor de Deus, por favor, tentem me salvar. Estou lá fora apanhando frutas nas proximidades e devo voltar esta noite. Obrigado, Chris McCandless.”
O seu corpo foi encontrado em decomposição em agosto de 1992, embrulhado num saco-cama no interior do ônibus, já morto há cerca de duas semanas. A causa oficial da morte foi fome. Porém, alguns pensam que foi envenenado acidentalmente por algumas bagas que ingeriu.
Mas Chris McCandless morreu feliz; ele próprio o disse numa entrada no diário, percebendo o seu fraco estado de saúde: “Tive uma vida feliz, e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus vos abençoe a todos”.”
Fotos de Chris

Algumas frases que Chris escreveu no diário durante a jornada:
“I read somewhere… how important it is in life not necessarily to be strong… but to feel strong.”
“What if I were smiling and running into your arms? Would you see then what I see now?”
“If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed.”
”You don’t need human relationships to be happy, God has placed it all around us.”
”The freedom and simple beauty is too good to pass up…”
”Happiness only real when shared. ” (minha preferida)

É por isso que ele é meu ídolo, por essa revolta toda e essa coragem. Não que eu vá sair por aí na floresta e viver da natureza, mas eu acho interessante alguém fazer isso com um objetivo único, largar a família, doar 24 mil dólares, deixar tudo pra trás e criticar a sociedade pra si mesmo. E a vida dele inspirou o melhor filme da vida, o meu preferido “Into the Wild” dirigido pelo Sean Penn, esse filme pra quem não viu é imperdível, fora a trilha sonora do Eddie Vedder que é uma coisa ABSURDA de boa. Aqui é um vídeo com imagens do filme e minha música preferida da trilha sonora:

Bom é isso, tudo bem que ninguém conhece ele, mas acho que pra ser um ídolo o importante é a gente conhecer né?
Beijos!
Biografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Christopher_McCandless

Comentários em: "Ídolo" (1)

  1. leo rodes disse:

    achei bacana faze dele,mas c ainda podia t feito da sua avo.eu to fazendo do meu tio!

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