Um blog sobre…

Meninos e meninas

Não gosto muito de parecer com ninguém.

Odeio meninas que me lembrem de mim mesma.

Primeiro, isso é egoísmo, mas tudo bem. Segundo, são fases da vida.

Já percebeu que quando a gente é criança, queremos ser iguais à todo mundo? Se encaixar e tudo mais, usar a mesma roupa da amiga, comprar as mesmas coisas, ser na maioria das vezes “maria vai com as outras”. É normal não é? Eu lembro de combinar minhas roupas com a minha melhor amiga, a gente queria sempre que as pessoas pensassem que nós eramos irmãs, hahaha, hoje em dia já não vejo graça nisso, ou melhor, faço de tudo pra não parecer com ninguém.

Quando a gente cresce, tudo o que queremos é inovar! Ser diferente! Inventar moda! E é verdade, principalmente na adolescência onde a gente vai criando a personalidade, andando com as pessoas erradas (ou não), descobrindo quem é que vai ficar mesmo do seu lado.

Semana passada li um livro chamado “Doze” que conta a história da juventude de NY, vários adolescentes escolhendo seus caminhos, errando, as drogas na classe rica nova iorquina e no final, as consequências. Muito bom, mas o filme (Twelve) achei meio fraco.

Uma música que eu amo e acho que tem tudo a ver com ser diferente e se achar, é “Meninos e Meninas” do Legião Urbana

“Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui

Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas

Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer

Te fiz comida, velei teu sono
Fui teu amigo, te levei comigo
E me diz: pra mim o que é que ficou?

Me deixa ver como viver é bom
Não é a vida como está, e sim as coisas como são
Você não quis tentar me ajudar
Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?

Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes

Preciso de oxigênio, preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro, preciso de carinho
Acho que te amava, agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar”

 

That’s it, pretendo não entrar em recesso novamente.

=)

Conheçam Esmeralda Ortiz

Na escola, tive que ler um livro chamado “Esmeralda Por Que não Dancei?”, emocionante. Conheçam a incrível história de vida de uma ex menina de rua. Uma reportagem feita por mim durante as aulas. Tirei 9…

“Agora não tenho mais problemas, tenho dificuldades”

Hoje com 31 anos, Esmeralda Ortiz, uma ex menina de rua conta sua história com um sorriso no rosto e orgulhosa de ser um exemplo, “Não tenho mais problemas, tenho dificuldades”. Desde bem pequena Esmeralda viveu na rua, saiu de casa com apenas 8 anos e foi viver na Praça da Sé, na região central da cidade de São Paulo, por onde ficou até seus 19 anos. Viveu 12 anos de sua vida em condições precárias e sob efeito de drogas, principalmente o crack e optou por sair de casa pois não conseguia mais viver com sua mãe, que  era alcoólatra e que batia diariamente nos filhos, sem contar seu padrasto que molestava ela e as irmãs. Então ao sair de casa foi morar nas ruas do centro da cidade, principalmente da Praça da Sé, onde gostava de nadar no chafariz e brincar. Conforme o tempo foi passando Esmeralda começou a roubar, traficar e se drogar, o que somou mais de 50 prisões na Febem. Tentava parar de fumar crack e se tratar nas instituições que ajudavam crianças de rua, mas a tentação era maior e o vício a deixava completamente vulnerável, até que crescida, conseguiu ajudar a si mesma e com 19 anos largou as drogas e a rua.

Esmeralda com 20 anos

Toda a sua história está no livro “Esmeralda. Por Que não Dancei?”, uma autobiografia que Esmeralda escreveu aos 22 anos, como uma forma de mostrar sua história ao público, denunciar o problema nas ruas e superar as barreiras que teve no passado, começando uma nova vida. O projeto foi coordenado por Gilberto Dimenstein,  que realizou o sonho de Esmeralda de ser uma jornalista. Depois, trabalhou um tempo como doméstica, mas sabia que não queria isso para viver, então conseguiu uma bolsa e mais tarde fez a faculdade Anhembi Morumbi de jornalismo e se formou, pois sempre acreditou no poder da comunicação. Além deste livro, Esmeralda já escreveu outro sobre sua vida na rua, chamado “Diário de Rua”, mas contou na visita que fez à Escola Nossa Senhora das Graças que gostaria de escrever outras coisas, como contos infantis, mas que a sua editora pressiona ela a escrever sobre sua vida difícil na infância e adolescência.
No encontro que tivemos com Esmeralda na ENSG, ela disse baixinho “Nossa tem muita gente aqui hoje, estou nervosa.”, apesar de já fazer palestras a 10 anos no lugar. Ela estava nervosa, mas se soltou logo quando começou a conversar com a gente. Abriu sua palestra com o poema “Balada Para não Dormir” de Lourenço Diaféria, que fala sobre a diferença de uma criança e um menor morador de rua, um contraste que Esmeralda presenciou em uma grande parte da sua vida. Durante a palestra, ela ficou a vontade, contou sobre sua infância e adolescência, mas falou principalmente de sua vida atual, suas conquistas, seus planos e dos perigos da sociedade que ainda está sujeita “Não tô imune à uma recaída” explicou ela, após contar dos shows que apresenta de vez em quando em alguns bares ou restaurantes, lugares que muitas vezes apresentam as drogas, de bebidas até o próprio crack que quase destruiu sua vida. Ela disse que quando não está bem para ficar em ambientes como estes, não fica, pois tem consciência de que se ceder à sua vontade, pode virar seu mundo de ponta cabeça, e hoje com um filho de 4 anos, sabe que suas responsabilidades são maiores do que qualquer coisa. “A droga é incurável, tem que ir se cuidando para sempre, mas hoje, penso muito antes de fazer qualquer coisa comigo, porque tem muita gente que se espelha em mim, gente que eu nem conheço”, afirmou Esmeralda.
Abandonar sua casa e sua família com 8 anos foi uma consequência de toda a violência doméstica que sofreu, desde bem pequena se lembra da mãe que batia nela e dos homens que frequentavam seu barraco, ela e as irmãs eram abusadas pelos padrastos e pelo tio e quando não era por isso, apanhavam da mãe que vivia bêbada e largada. O álcool estragou sua vida, assim como a dos irmãos, um fugiu muito cedo para a rua, uma morreu e outra continuou em casa, sua avó, seus tios, tias e sua mãe bebiam, então Esmeralda não tinha como fugir do álcool e de todas as consequências que ele trazia. Toda essa vida de abandono que teve, foi causa de uma desestruturação familiar na infância, falta de escolaridade e educação, mas hoje Esmeralda procura dar o que consegue para o filho e cuidar dele do jeito que uma criança merece.
Na palestra, Esmeralda apresentou vídeos e documentários de crianças na Febem, contou como eram as condições lá e comparou o lugar com um campo de concentração. Ela disse que havia crianças de 5 ou 6 anos que se matavam de tão maltratadas que eram. Nos vídeos também tinha uma reportagem que mostrava a presença do crack e o seu poder de destruição, segundo um médico que trabalha com dependentes, essa droga vicia fumada menos de quatro vezes e hoje em dia está presente até nas classes mais altas. Ela contou que viu muitos amigos morrerem por causa disso e que o passo mais difícil que teve que dar foi esse, o de abrir mão dos amigos para ir se cuidar. Com 19 anos, Esmeralda deixou o Projeto Travessia que é uma fundação que desenvolve programas para meninos de rua e foi encaminhada para a Casa de Passagem, um conjunto de casas para jovens de rua, lá frequentam a escola e têm ajuda de profissionais, foi onde conheceu seu psicólogo, o qual frequenta até hoje e o que teve grande importância na sua recuperação. Com a ajuda das instituições e seguindo pessoas que tinham superado, Esmeralda foi deixando sua vida na rua para poder lidar com os próprios sentimentos, “Eu continuei acreditando em mim, eu antigamente perdi para uma pipoca, para uma pipoca vocês acreditam?” disse ela comparando o tamanho crack com o de uma pipoca.
Hoje Esmeralda encontra felicidade com o seu filho, com sua profissão e com a música. Sempre gostou de cantar e escrever. Desde pequena, Esmeralda compunha músicas e sonhava em ser cantora de pagode, pois como conta no livro, ela se inspirava em bandas de pagode da época e se sentia realizada ao cantar, “Cada vez que eu cantava ou escrevia era como se eu entrasse em contato com Deus” disse ela, que as vezes se apresenta com seu amigo Marquinhos, em bares e restaurantes. Esmeralda levou Marquinhos na palestra da ENSG e no final, os dois tocaram uma composição dela. Todo mundo cantou e bateu palmas junto, com uma voz bonita e um sorriso enorme, Esmeralda cativou a platéia. Um exemplo de superação para todos e para si mesma, “Eu sou o milagre em pessoa, dá licença!” disse ela rindo.

“Preciosa Esmeralda”
A história de Esmeralda é muito semelhante ao filme lançado recentemente, “Preciosa Uma História de Esperança” ganhador de cinco categorias do Oscar de 2010. O filme conta a história de Preciosa, uma adolescente de 16 anos que tem inúmeros problemas familiares e psicológicos, é violentada pelo pai, sofre abusos da mãe, não sabe ler nem escrever, não tem dinheiro, é obesa e ficou grávida duas vezes. Esmeralda e Preciosa, assim como outros jovens ao redor do mundo nunca tiveram amor da família e também cresceram em ambientes totalmente inadequados para uma boa infância e adolescência. A realidade de uma vida sofrida e de um abandono está muito bem representada no filme “Preciosa”, assim como no livro “Esmeralda Por Que Não Dancei”.

Victoria Bastos 9 ano A

Música pra mim

Ah, eu não tem um sonho assim, concreto mesmo, mas esses dias eu comecei a pensar. Eu queria mesmo é ter uma banda, queria saber tocar muito bem algum instrumento.

Sair por aí com a minha banda, fazendo música, me divertindo, comprar um trailer, ter um estúdio. Mas fica meio difícil, não que eu já  tenha tentado, mas eu sei que é, principalmente porque tem uns meninos idiotas que não querem saber de menina na banda. Eu não tenho muito o que falar disso, porque eu também não sou uma especialista em nenhum instrumento, nem tenho uma voz boa o bastante, quem sabe daqui a pouco eu consiga me dedicar mais e tentar alguma coisa.

Fiz aula de piano desde os meus 7 anos e parei esse ano pra fazer violão. Eu to curtindo muito as aulas, porque com música eu me identifico muito. Ela meio que serve pra todos e pra tudo sabe?

Imagina um mundo sem música….
Você acorda com o celular tremendo, porque nao teria musiquinha do alarme. Aí você levanta, vai fazer suas coisas, toma café e vai para o carro. Liga o rádio e não escuta “vambora vambora, tá na hora, vambora”, bem estranho, muda de rádio e só tem gente chata falando de tragédia e política. Ok, você pega o Ipod e tenta ligar, mas ele fica sem bateria! Seus CDs você deixou em casa! Tudo bem, você vai indo até a escola. Na escola você encontra seus amigos, se anima e tal, e claro quer ouvir uma música no recreio pra melhorar seu bom humor, maaaaaaaaas… não tem música. Então no final da aula, você briga com o seu namorado ou namorada, vai pra casa muito irritado, não quer falar com ninguém e ouvir um rock bem pesado, não tem. Depois de um tempo você começa a chorar porque fica triste de não estar falando com o cara (ou menina) e quer ouvir uma música bem depressiva pra chorar junto, e de novo não tem, você tem que ficar lá sozinha!
Que saco né? Parece péssimo. Eu acho que seria impossível viver assim. A música melhora tudo, sempre tem aquelas que você tem certeza que foram feitas exatamente para o momento, para uma pessoa, ou pra você mesmo.

Gosto de praticamente todos os tipos, tem os meus preferidos e tem aqueles que só é bom escutar de vez em quando, mas de algum jeito música é música e tenho certeza que ela ajuda todo mundo. E música também é o assunto que eu mais gosto de falar, e cantar haha.
Então, música pra mim é absolutamente, TUDO!

beijos.

Qualquer coisa.

Aiai, “Qualquer coisa que se sinta, em tantos sentimentos deve ter algum que sirva…”
Estou me sentindo TÃO ‘sei lá’ esses dias, não sei, não sei, não sei. Então eu vou fazer um post só falando das coisas que eu sei:

1- Sei que vi o filme “Alice in Wonderland” na sexta, paguei 15 reais a meia pra ver 3D e quase chorei de decepção.
2- Passei o final de semana com meu pai e descobri que cada vez mais eu fico companheira dele.
3- Vi um filme chamado “A Outra História Americana” que é ótimo, maravilhoso, lindo, foda e triste.
4- O hamburguer do Ritz é o melhor de todos.
e 5- Passar um final de semana sem meu Ipod é equivalente a suicídio.

um beijo pra quem ler esse post meio estranho.

Ídolo

A escola pediu que a gente fizesse um trabalho sobre o nosso ídolo, sobre quem a gente admirasse, quem fosse um exemplo. Aí eu fiquei uns 2 dias pensando, pensei em fazer dos Beatles mas não conseguia escolher 1 só, pensei em fazer da minha avó (o que eu achei bem original) mas eu desisti porque ia ser difícil de ligar pra ela e fazer ela me contar seus 80 anos de vida, então veio na minha cabeça o Christopher Mccandless, que pouca gente conhece, mas é o cara que a vida deu origem ao filme “Into the Wild”. O jeito que ele via tudo, os caminhos que ele escolheu são muito diferentes. E é uma coisa que eu admiro, porque ele largou tudo pra ir aonde ele queria, ele tinha um objetivo e não parava até chegar. Acho isso bem bonito e mais ainda por ele ter feito como um ato de rebeldia contra a sociedade. Bom, então eu vou resumir a biografia dele aqui, porque é uma história de vida diferente:

“Christopher McCandless nasceu em 12 de fevereiro de 1968 na cidade de El Segundo, localizada no estado americano da Califórnia, no Condado de Los Angeles. Em 1976 mudou-se com a família para Annandale, Virgínia, onde cresceu e amadureceu. O seu pai, Walt McCandless, trabalhou para a NASA como um especialista em antenas. A sua mãe, Wilhelmina “Billie” Johnson, foi secretária do pai de Chris e depois ajudou Walt a fundar e dirigir uma bem sucedida empresa de consultoria.
Desde a infância os seus professores notaram que Chris era extraordinariamente enérgico, adorando esportes fisicos. Conforme cresceu, ele uniu isso a um intenso idealismo e resistência física. Na escola, ele foi o capitão da equipe de cross-country onde ele estimulava os seus companheiros a considerarem a corrida como um exercício espiritual.
Ele se graduou no W.T Woodson High School em 1986 e na Emory University em 1990, especializando-se em história e antropologia. O fato de vir da classe média alta e ter graduação universitária, escondeu um crescente desprezo interior para o que ele via como o materialismo vazio da sociedade americana. Ele sonhava em deixar a sociedade para um período thoreauniano de contemplação solitária.
Logo após acabar o curso na Universidade de Atlanta, em 1990, Christopher McCandless doou os seus 24 mil dólares que tinha no saldo bancário a instituições de caridade e desapareceu sem avisar a família. Já não era a primeira vez que Chris decidia fazer uma viagem pelos vários estados americanos, sozinho, dependendo da natureza e do que encontrava no caminho. Mas daquela vez foi diferente. A sua raiva quanto à civilização em que vivia, quanto às mentalidades e materialismos da época, foi fundamental para a sua tomada de decisão. A partir daquele dia, nunca mais regressou a casa.
Devido a um problema com o seu velho Datsun amarelo, Chris foi impelido a abandoná-lo junto ao lago Meade, em Detrital Wash, mas isso não o impediu de continuar. Encarou a situação como um sinal do destino e, abandonando junto ao carro grande parte dos seus pertences e queimando todo o dinheiro que trazia consigo – cerca de cento e vinte e três dólares –, Chris McCandless partiu a pé em direcção ao Oeste, adotando um novo estilo de vida, no qual era livre e assumia o nome de Alexander Supertramp, seguindo os ideais de Henry David Thoreau, Leon Tolstói e Jack London, em busca de experiências novas e enriquecedoras.
Foi à boleia que chegou a Fairbanks, no Alasca, fazendo amigos e conhecendo lugares magníficos pelo caminho. Entre as suas aventuras destacam-se uma descida do rio Colorado em canoa. Walt e Billie McCandless, pais de Chris, ainda tentaram encontrá-lo, mas em vão. Apenas a sua irmã Carine recebia uma carta de vez em quando, e mesmo ela não sabia a sua localização. Os anos foram passando, e Chris continuava sozinho, algures na América, passando por Carthage, Bullhead City, Las Vegas, Orick, Salton City, entre outros, até chegar finalmente ao destino pretendido: o Stampede Trail. Conheceu Jan e Bob Burres, Wayne Westerberg, Ronald Franz (nome fictício), que se tornaram seus amigos inseparáveis a quem se ia correspondendo por cartas; permaneceu em alguns sítios durante meses, mas partia de seguida para outras aventuras.
Por onde passou, Chris alterou as vidas das pessoas que o conheceram. A sua personalidade forte, muito inteligente e simpática deu uma nova vitalidade a Jan, Franz e Westerberg. Raramente falava de Annandale e de casa, e eram muitas as vezes em que era reservado e ponderado. Mas o rapaz de vinte e quatro anos, que todos conheceram como Alex, cumpriu o seu destino e partiu de Fairbanks em direcção ao Monte McKinley, dois anos depois de ter iniciado a sua viagem.
Gallien deu carona a Chris até ao Parque Nacional Denali, através do Stampede Trail, um caminho que levava ao interior do Alasca. Também ele simpatizou com o rapaz, que gentilmente lhe contou os planos de permanecer alguns meses na floresta. A única comida que levava era um saco com cinco quilos de arroz, e o seu equipamento era inadequado para quem planeava fazer o que ele se propunha. Ainda assim, o rapaz parecia determinado, e nada o podia dissuadir. Partiu assim para o desconhecido, ignorando a hora e o dia, numa quinta-feira de abril, sem deixar rastro.
Através de um diário que manteve na contracapa de vários livros, com cento e treze entradas, podemos compreender o que realmente aconteceu a Chris McCandless na sua viagem ao interior do Alasca. O seu diário contém registos cobrindo um total de 113 dias diferentes. Esses registos cobrem do eufórico até ao horrível, de acordo com a mudança de sorte de McCandless.
Alimentou-se do que trazia e de algumas bagas que colheu na natureza, tal como de alguns animais que caçou, com sucesso; leu vários livros, rabiscando-os com pensamentos próprios sobre a vida; passeou por diversos bosques, mas o local onde permaneceu mais tempo foi logo abaixo da Cordilheira Externa, onde ainda hoje se encontra um ônibus abandonado, de número 142 do Fairbanks Transit System, que serviu de residência a Chris, onde pernoitou e escrevinhou algumas frases no seu interior.
Permaneceu cerca de quatro meses nas montanhas, sobrevivendo à custa do que encontrava, totalmente sozinho, livre. Em 6 de setembro de 1992, dois trilheiros e um grupo de caçadores de alce acharam esta mensagem na porta do ônibus:
“S.O.S. Preciso de ajuda. Estou aleijado, quase morto e fraco demais para sair daqui. Estou totalmente só, não estou brincando. Pelo amor de Deus, por favor, tentem me salvar. Estou lá fora apanhando frutas nas proximidades e devo voltar esta noite. Obrigado, Chris McCandless.”
O seu corpo foi encontrado em decomposição em agosto de 1992, embrulhado num saco-cama no interior do ônibus, já morto há cerca de duas semanas. A causa oficial da morte foi fome. Porém, alguns pensam que foi envenenado acidentalmente por algumas bagas que ingeriu.
Mas Chris McCandless morreu feliz; ele próprio o disse numa entrada no diário, percebendo o seu fraco estado de saúde: “Tive uma vida feliz, e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus vos abençoe a todos”.”
Fotos de Chris

Algumas frases que Chris escreveu no diário durante a jornada:
“I read somewhere… how important it is in life not necessarily to be strong… but to feel strong.”
“What if I were smiling and running into your arms? Would you see then what I see now?”
“If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed.”
”You don’t need human relationships to be happy, God has placed it all around us.”
”The freedom and simple beauty is too good to pass up…”
”Happiness only real when shared. ” (minha preferida)

É por isso que ele é meu ídolo, por essa revolta toda e essa coragem. Não que eu vá sair por aí na floresta e viver da natureza, mas eu acho interessante alguém fazer isso com um objetivo único, largar a família, doar 24 mil dólares, deixar tudo pra trás e criticar a sociedade pra si mesmo. E a vida dele inspirou o melhor filme da vida, o meu preferido “Into the Wild” dirigido pelo Sean Penn, esse filme pra quem não viu é imperdível, fora a trilha sonora do Eddie Vedder que é uma coisa ABSURDA de boa. Aqui é um vídeo com imagens do filme e minha música preferida da trilha sonora:

Bom é isso, tudo bem que ninguém conhece ele, mas acho que pra ser um ídolo o importante é a gente conhecer né?
Beijos!
Biografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Christopher_McCandless

Aiaiai, preciso dar uma desabafada sobre isso… Ontem eu estava no Shopping Iguatemi, sábado á noite, pra encontrar uns amigos que eu vi no carnaval e tal, eu quase nunca vou lá, só quando eu preciso ou quando fico sem opção de lugar pra encontrar uns amigos que eu não vejo a muito tempo, porque sinceramente aquele shopping tá insuportável. Cheio de gente, claro, mas não são umas pessoas muito anormais, tem menina de 8 anos com bolsa da Louis Vuitton, maquiagem, meninas da minha idade de salto fino e sainha, e tooooodo mundo desfilando com essas roupas e acessórios caros…
Mas realmente, ontem eu descobri que sabado á noite no Iguatemi é DEZ VEZES MAIS INSUPORTÁVEL! Sério pára. Ontem eu encontrei todo mundo que eu conhecia praticamente, virou uma balada aquilo e eu comecei a ficar perturbada com muita gente falando junto, muita menina igual, muito menino de mesmo padrão. Ew, eu nao gosto. Não gosto, não gosto e não gosto mesmo! Pra quê gente? Não tem nem graça ficar todo mundo igual, aí uma amiga minha começou a surtar porque tinha outra menina com a camiseta igual a dela, mas é CLARO NÉ, sempre vai ter, todo mundo compra na loja igual… E eu me sentindo um E.T com meu Vans, jeans e minha camiseta do Ramones, mas quer saber? Eu preferia muito mais do que uma saia desconfortável, uma sapatilha e uma camisetinha colada da Abercrombie, porque realmente não existia ninguém sem alguma coisa de marca lá… Eu não tenho preconceito, acho até bonito, mas o que me irrita é que tá todo mundo ficando igual! Ninguém se diferencia, ninguém nem se preocupa em pensar sair do padrão e fica tudo chato e sem graça, aquele monte de gente meio que sem assunto interessante. Sei lá, tenho pena um pouco, de o pessoal da minha idade não saber o que aproveitar, mas isso também é meio egoísmo porque no meu mundo eu queria que todo mundo curtisse música boa, tivesse cultura e usasse umas roupas mais diferentes, com estilo próprio, maaaaaas isso é meu e não deles e tenho certeza que eles gostam assim, ou tem medo de fugir da mesmice. Minha vontade de falar é: VAMOS MUDAR PESSOAL! Hahahaha, mas de qualquer jeito tenho que admitir que todo mundo segue a moda, não importa qual ela seja, porque de algum jeito tem que se encaixar né? Yes, society.

Um beijo, Vick, com camiseta do Led, shorts e vans (?)

Mãe que não controla?

Em Bosto, Roxbury, Angela Mejia mãe de um menino de 14 anos, chamou a polícia porque seu filho estava de madrugada… JOGANDO VIDEOGAME!
Ah, foi longe demais. Ok, todo mundo entende que os adolescentes de hoje em dia, são mesmo difíceis de se desligar dessas coisas, principalmente quando o jogo é bom, quando o paquerinha tá online no MSN e essas coisas, mas todos acham que Angela abusou. Ela surtou quando viu o filho jogando videogame as 2:30 da manhã, muuuuito tempo depois de ela ter mandado o menino dormir, então ela meio (?) descompensada resolveu ligar pra polícia. “Eu acordei no meio da noite e vi a luz acesa no quarto dele”, ela contou chorando. “Às vezes eu também quero fugir. Eu tenho o apoio da minha igreja, mas estou sozinha. Eu quero ajudar o meu filho, mas não consigo encontrar uma maneira”. Coitada ela é solteira e tal e o menino tava jogando Grand Theft Auto, aquele jogo violento que o personagem sai atropelando todo mundo, matando gente nos lugares… aposto que deve ser legal. Mas OI, você tem um filho, você tem total poder sobre ele e desculpa, mas ser mãe solteira não justifica nada. Quem comprou o videogame? ELA! Quem podia ter dado uma bronca nele? ELA! Quem podia ter desligado e confiscado o videogame? ELA! Ponto final. Ela ainda disse: “Eu liguei para a polícia porque, se você não respeita a sua mãe, o que você vai fazer da sua vida?”. Eu respondo: VOCÊ VAI FICAR DE CASTIGO ATÉ APRENDER!

Eu não tenho muuuita moral pra falar isso, porque eu fico brava com a minha mãe quando ela me manda sair do computador na madrugada, só que eu sei que isso é o certo né? Agora eu já aprendi que faz mal pra saúde, que eu deveria dormir pra crescer a noite e bláblá, apesar de eu não conseguir me conter de vez em quando, eu obedeço ela e eu sei que se ela me pega online a noite, eu to ferrada. Fico sem sair durante a semana, fico sem computador alguns dias… pois é, acho que aquela mãe não sabe muito bem que isso funciona.
No final o menino falou que os policiais disseram: “Desencana garoto, vai dormir”. Se fosse eu, acho que eu faria uma birra, gritava e me recusava, só pra minha mãe pagar mais mico ainda. Tá no inferno? Provoca o capeta que é mais divertido.
Aiai, sinceramente esse mundo tá perdido, hoje em dia se as mães não conseguirem controlar seus filhos com 14 por causa de videogame, imagina quando eles tiverem um carro? Haja policial disponível.

Haha, mãe essa é pra você, espero que nunca na vida você pense em fazer uma coisa dessas quando me ver online de madrugada de novo! Sei que você não faria, tenho mais medo da senhorita do que dos policiais.

Beijão!

Ps: primeiro dia de aula amanhã, ô saco. Tô meio nervosa, como sempre… noites online? SÓ EM JULHO!

Fonte: aqui.

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